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Amor que consome!

escrito por Luna Veiga em 26. September 2009:


A nossa história começou em 13 de dezembro de 2002 na minha formatura da oitava série do primeiro grau, eu tinha 15 anos e me apaixonei por ele a primeira vista, estávamos num restaurante comemorando a formatura e ele era o melhor amigo do namorado da minha melhor amiga. Naquela noite eu estava acompanhada por um rapaz que eu nem me interessava e em meio a brincadeiras e risadas, ele fitou seus olhos nos meus e eu nunca tinha sentido aquilo antes, nunca fui o que chamamos de namoradeira, mas ele conseguiu sem eu poder explicar chamar a minha atenção.
Eu o achava bonitinho, mas nunca imaginei o que se prosseguiria.
Duas semanas depois daquela inesquecível formatura, eu estava trabalhando quando ele surgiu na loja e veio comprar alguma coisa, eu não esperava mas nos fitamos por um segundo e ele quis dizer algo, mas hesitou, em meio a nossa breve conversa, ele disse que achava que o meu acompanhante daquela noite era meu namorado e não pôde esconder o contentamento em descobrir a verdade, nos despedimos apenas trocando sorrisos.
Passaram-se uns dois dias e minha melhor amiga liga e diz que ele estava muito interessado em me conhecer melhor, eu fiquei surpresa e imensamente feliz, e por intermédio dessa amiga marcamos um encontro na casa dela para o dia seguinte. Eu me arrumei toda e fui ansiosa ao seu encontro, chegando lá fiquei num misto de felicidade com timidez tremenda, ele também estava nervoso e me disse meio que gaguejando o seu interesse por mim, não me lembro como chegamos a esse momento, só sei que nos beijamos e com toda sinceridade e nervosismo acho que o nosso beijo até se desencontrou algumas vezes. Era o dia mais feliz da minha vida, eu era uma menina sonhadora e acreditava que ele poderia ser o meu príncipe encantado, até que naquele mesmo dia ele me pediu em namoro e eu com toda ingenuidade e paixão disse SIM foi no dia 20 de dezembro de 2002 .
Eu não o conhecia, só sabia que ele morava próximo a minha casa e que era o melhor amigo do namorado da minha amiga, bom...depois do SIM passou um dia e ele me ligou, eu estava apaixonada e nunca tinha namorado e estava ansiosa para viver com ele a aquela história, combinamos por telefone que iria passar o natal com ele e iria até na casa dele, pois o nosso namoro era sério e de quebra conheceria sua família.
No dia 24 as vésperas do natal eu tive que trabalhar, mas estava tão feliz que ia passar nosso primeiro natal juntos, foi quando no final da tarde ele apareceu na loja e eu poderia descrever que foram os três minutos mais longos e cruéis da minha vida ele veio até mim e disse que rapidamente como num estouro de coragem que lhe dava, que era novo demais e que não estava pronto para namorar e simplesmente deu as costas e saiu. Eu fiquei ali parada atônita e sem ar, como se tivessem arrancado meu coração. Aquele foi o pior natal da minha vida, eu pela primeira vez havia sentido o gosto amargo da desilusão.
Meu coração era inocente e ingênuo e a partir daquele dia nunca mais fui a mesma, eu sempre fui auto-confiante, ?certinha?, sonhadora e tive que aprender a lidar com aquilo que era a paixão e dor de perdê-lo. Tempos depois soube que ele havia me deixado por causa de outra menina e foi ai que eu senti raiva e mágoa dele, meu mundo havia realmente mudado.
A cada dia que se passava ele não saía da minha cabeça e toda aquela dor da rejeição da parte, na época vários meninos fariam qualquer coisa para ficar comigo e eu fui cair justo na dele, que ódio!
Mas infelizmente ou felizmente sei lá, tínhamos algo em comum que era os nossos melhores amigos, mais ou menos um ano depois eu fui com a minha amiga na casa do namorado dela e ele estava lá, ele não estava mais com a tal menina, eu tremia, mas queria parecer superior e quis mostrar que ele não era nada pra mim, e fui á pessoa mais simpática e engraçada naquele dia.
Eu partia do principio que se alguém termina um relacionamento, não adianta insistir e decidi esquecê-lo, por mais que sem nenhuma explicação ele martelava dentro de mim e isso me fazia sentir mais raiva.
Foi então que minha amiga me liga, uma semana depois do reencontro e diz que ele estava novamente interessado em mim e queria conversar comigo, eu senti um êxtase de surpresa e ?vingança? imensa, pois eu queria que ele sentisse o que eu havia sentido com aquela primeira rejeição.
Eu pensei muito, planejei ser durona e fazer com que ele corresse atrás de mim, e marcamos um encontro. No dia eu fiz de novo me arrumei toda e fui sentamos num lugar afastado dos outros amigos que estavam próximos e conversamos a tarde inteira, ele me confessou sobre a tal garota motivo do nosso término e que ele estava arrependido de ter feito aquilo comigo, eu quis ser durona e até um pouco malvada com ele para castigá-lo, mas a cada vez que eu o olhava me apaixonava mais por cada detalhe, cada olhar, cada palavra, mas eu também mostrei que não era mais tão boba e que havia mudado em relação aquele época, naquele dia decidimos que iríamos nos falando aos poucos e que haveria de me reconquistar, saí de lá com o coração mais esperançoso ainda queria flutuar só em saber que eu havia causado nele o arrependimento e me segurava para não me lançar em seus braços.
Naquela semana ele me ligou, para cumprir o que havia me dito e que queria reatar o nosso namoro, nos encontramos na casa da minha amiga e naquele dia voltamos a namorar, isso foi no mês de novembro de 2003, naquela mesma semana tive uma terrível noticia da morte da minha segunda mãe e fiquei super mal.
Após isso os dias seguiram-se e eu estava realmente apaixonada por aquele menino que por algum motivo me fazia perder o controle de tudo o que eu mais prezava. Ele era um rapaz intrigante e indecifrável, geralmente casais de namorados se falam quase todos os dias já ele mal me ligava uma vez por semana, ou quando eu não agüentava e ligava, as vezes eu tremia só em discar o número do telefone e tinha medo de parecer uma idiota e queria sempre agradá-lo. Dessa vez ele teve mais coragem e me apresentou a sua família, eu fiquei muito feliz porque dessa vez ele estava me levando realmente a sério e a cada vez que ele me beijava eu perdia o chão, seus de certa maneira gostavam de mim, pois nos conhecíamos da igreja e isso me trazia certa segurança .
Íamos fazer um mês de namoro e eu sempre que podia ia até a casa dele, ficávamos no sofá da sala a tarde toda conversando, trocando carinhos, ele deitava a cabeça no meu colo e ali ficávamos a tarde toda.
Ele era o meu príncipe e eu já me via com ele pra sempre, mas nós éramos muito novos e nem sabíamos nada do outro, e como eu estava apaixonada aquilo bastava.
Contei sobre o namoro para a minha família e ele não levaram a mínima fé, como ele não me ligava nunca tinha vindo na minha casa, apenas eu na dele, eles começaram a falar que ele não queria nada comigo e que só estava passando o tempo comigo, eu ficava com raiva deles, mas as coisas que eles diziam tinham uma certa lógica e eu comecei a desconfiar daquele relacionamento e tive medo que ele pudesse me enganar e me magoar de novo. Chegando de novo o natal que eu imaginava ser diferente esse ano, pois agora estávamos juntos, e eu queria estar ao lado dele de qualquer jeito e fiz planos para isso, no dia 24 de dezembro (ohh época cruel!!!!) eu me arrumei toda e liguei para a casa dele na esperança de ir correndo passar o natal lá, quem atendeu o telefone foi o irmão dele e até perguntou se eu ia pra lá, bom eu só estava esperando o convite oficial (Risos), mas quando ele atendeu o telefone já foi logo dizendo se eu ia para casa dele no dia seguinte, poxa vida eu queria ir naquele mesmo dia, mas fiz o mesmo convite, se ele não gostaria de almoçar no dia 25 e de quebra conhecer minha família, e para minha surpresa ele demonstrou insegurança e não aceitou o convite, alegando que ainda não estava preparado para isso. Eu fiquei muito triste, mas entendi o seu lado também afinal tudo era tão recente.
Minha família ficava dando palpites em relação a ele dizendo que ele não queria nada comigo e que só eu que ficava correndo atrás dele, e que ele era pagodeiro e deveria ser um conquistador.
Eu não acreditava naquelas palavras, mas ele realmente não me procurava e eu queria morrer na espera de um simples telefonema dele, um dia até cheguei do trabalho cansada me arrumei e fui na sua casa para matar a saudades, chegando lá ficamos um pouquinho e uns amigos dele passaram por lá e o chamaram para sair, bom ele se animou na hora e nem ao menos me convidou, me acompanhou até a minha casa e saiu com os amigos dele, eu quis parecer uma namorada legal e nem deixei transparecer nada, mas fiquei chateada.
Em meio a todas não demonstrações por parte dele, fui ficando insegura e com um medo tremendo de estar sendo feita de boba mais uma vez, ele não me ligava fazia quase uns quatro dias e eu decidi esperar ele ligar, até o dia em que eu não agüentei mais ficar em casa e decidi sair um pouco para me distrair, fui na casa de uns parentes e contei do meu namoro solitário, todos tinham uma única opinião que ele não queria nada comigo. Foi ali, naquele dia que a minha vida mudou para sempre, estávamos bebendo nos divertindo, pois era as vésperas do ano novo e tanto que agitaram eu acabei ficando com outro garoto, que não significava nada pra mim.
Fui embora de lá decidida a terminar o namoro, afinal agora eu havia cometido o crime maior do relacionamento e fui me preparando para o término agora da minha parte. Por uma infelicidade do destino no caminho encontrei o casal de melhores amigos e eu acabei falando tudo e com toda a decisão de término, e o meu descontentamento com a falta de procura por parte dele, o amigo disse que ele não havia me ligado porque estava doente nos últimos dias e que sentia muito a minha decisão, pois eu era a primeira namorada que ele levava em casa, aquelas palavras me metralharam e eu percebi que tinha me deixado levar pela opinião dos outros e agora me sentia a pior das mulheres e arrependida porque eu o amava e não queria perdê-lo, mas agora era tarde demais eu iria ter que criar coragem e abrir o jogo com ele e então estaria tudo nas mãos dele.
O dia em que eu estava lá na casa dos parentes descobri que ele havia então me ligado e isso me deixou mais arrependida ainda, eu liguei para ele assim que cheguei e disse que precisávamos nos encontrar e marcamos para o dia seguinte na casa dele. Passei a noite mais difícil da minha vida, me revirei na cama em meio ao desespero de ter feito a maior burrice da minha vida, mas não tinha mais volta .
No dia seguinte a caminho da casa dele pensava nas palavras que iria dizer e rezava para que ele entendesse e até me perdoasse, mas infelizmente não foi o que ocorreu, ele estava mais bonito do que de costume e eu o olhava como se quisesse registrar na minha memória todos os seus detalhes, sentamos no mesmo sofá em que tantas vezes namoramos e com muita dor e os olhos marejados de lagrimas contei o que havia acontecido. Ele me olhava decepcionado e eu percebi que dessa vez a malvada do conto de fadas era eu mesma, ele foi forte ou então realmente não gostava tanto de mim assim. Eu saí dali deixando uma parte de mim e não tive coragem de olhar para trás.
Depois disso tudo não há um dia que eu não pense nele, já rezei fiz até uma novena para esquecê-lo e nunca consegui, fico me perguntando o porque ele marcou tanto a minha vida e as vezes me desespero em acordar e ver que os dias são sempre os mesmos sem ele, nunca cessa essa vontade de estar com ele é uma loucura que eu guardo no meu intimo, quantas coisas poderíamos ter vivido e a duvida se ele realmente me amou algum dia ou era ilusão da minha parte.
Ele me matou para o amor, não consigo lutar contra ele, meus relacionamentos não duram, pois eu sempre espero por coisas que eu só sei que senti com ele.
Essa história pode parecer infantil, mas pra mim é o terror da minha vida, pois não importa aonde eu vá ou que eu faça ele não me quer mais.
O nosso amor nasceu para não desabrochar.
Eu tento seguir minha vida há mais de sete anos e até hoje ele não me deixou, eu não sei o porque e tenho raiva de tudo isso, que não passa e não me deixa.
Ele seguiu a vida dele e espero em Deus que ele seja feliz, e se um dia ele se questionar se um dia já foi amado eu serei sua prova viva ou morta.
Aqui jaz a moça que sempre esperou e por incrível que pareça ainda espera pelo seu príncipe e herói.

O amor é muito e nós somos tão menos,
Nos rouba parte da alma e deixa seus vestígios e cicatrizes,
Invade consome e sempre quer mais,
E no final nos mata e se mata logo em seguida.






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